segunda-feira, 31 de maio de 2010

As vulnerabilidades da Segurança da Informação


Prezados Leitores,
Esta matéria é um pouco extensa, mas vale a pena ler. 
Denilson Barbosa ®


Léia Machado 31/05/2010

Um cenário preocupante que combina vulnerabilidades crescentes e diversas, ausência de planejamento das empresas, falta de maior preparo aos desenvolvedores e um grande número de usuários dotados de pouco conhecimento acerca dos riscos a que estão expostos.

Esses são alguns dos principais pontos destacados em evento realizado na última semana pela Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo) com foco no tema Segurança da Informação.

Um dos destaques do encontro foi o relatório Global Security Report 2010, apresentado por Nichollas Percoco, Senior Vice President do SpiderLabs Trustware. O estudo apontou que, em termos de incidentes registrados, a rede hoteleira é o setor mais vulnerável, com 38% das ocorrências, seguida pelos segmentos de serviços financeiros, com 19%, e varejo, com 14,2% .

Já em relação aos testes de penetração, realizados para detectar os riscos externos e internos quanto às invasões de terceiros , o levantamento mostra que as empresas de TI são as mais vulneráveis, com 23,5%. Foram efetuados 1.894 testes, com testadores manuais, de penetração em empresas de 84 países.

“Quem é o responsável pela segurança nas empresas? É importante que saibamos quem tem acesso a essas informações para acompanhar de perto qualquer movimentação. O outsourcing, por exemplo, é responsável por 81% dos problemas de segurança, portanto, se for contratar um serviço de fora, a atenção tem que ser redobrada”, afirma Percoco.

A pesquisa também registrou que, a partir do momento em que esses criminosos conseguem entrar no sistema, eles ficam, em média, 156 dias praticando os mais diversos ataques dentro e através dessas plataformas.

Cenário desatualizado

Analista de segurança do CERT.br, Aritana Falconi ressaltou que há quarenta anos não havia muita preocupação com segurança, e que nos anos 80 os invasores tinham pouco acesso aos sistemas. Já nos anos 90 surgiram os ataques remotos, cavalos de tróia, varreduras, os rootkits e nos anos 2000 aconteceu a explosão dos códigos maliciosos, expressa atualmente pela diversidade e pelo dinamismo de nomes e ferramentas utilizadas pelos criminosos.

Entre as práticas adotadas, o analista destacou a evolução do número de notificações de páginas falsas de bancos, também conhecidas como phishing tradicional, com um aumento de 112% nos incidentes registrados em 2009. No quarto trimestre do ano esse crescimento foi de 40% em relação ao trimestre anterior e de 86% se comparado ao mesmo período de 2008.

O executivo afirmou ainda que a vulnerabilidade das empresas é ampliada em virtude do pouco enfoque em programação segura, além de aspectos como sistema operacional desatualizado e falta de treinamento. “Essa situação tem raiz nos problemas de desenvolvimento de software, e o problema está presente nas empresas e nas universidades que formam os profissionais de desenvolvimento de sistemas”.

Nichollas Percoco reforçou que os criminosos usam as velhas vulnerabilidades com aplicativos antigos, mas que mesmo assim, são muito eficazes. “Como muitos usuários não fazem as atualizações necessárias, os hackers aproveitam essa falha para atacar”, afirma o executivo. “E por outro lado, as empresas estão corrigindo os novos ataques, mas não combatem os antigos que estão em atividade. Podemos perceber isso vendo a variedade de ataques a que somos submetidos todos os dias”.

Mudança de atitude

Patricia Titus, Chief Information Security Officer para a Unisys Systems Federal (EUA), declara que os planos estratégicos podem ser um caminho para deixar os sistemas mais seguros. Em sua opinião, muitos executivos não têm planos concretos e acabam investindo em aquisições que quando colocadas em prática, não se mostram eficientes para o negócio, o que traz prejuízos consideráveis, tanto em termos de custo como de vulnerabilidade.

“Esses gestores vão para eventos de segurança, conhecem uma solução naquele ambiente, gastam milhões com determinada ferramenta e só depois percebem que não era o sistema adequado e simplesmente o descartam. Perdem milhões por falta de planejamento”. Além disso, a executiva afirmou que o princípio da segurança parte da atitude dos próprios usuários em ter responsabilidade no conteúdo acessado.

Falconi complementou esse raciocínio ao frisar a importância da mudança de comportamento dos usuários, especialmente no que diz respeito a não acessar sites ou seguir links recebidos em páginas sobre as quais não se sabe a procedência, assim como também, não executar ou abrir arquivos recebidos por email ou serviços de mensagem instantânea, mesmo que venham de pessoas conhecidas.

O executivo ainda apontou que as práticas de prevenção aliadas a uma boa formação dos profissionais podem melhorar o cenário e tornar o desenvolvimento dos sistemas complexos da atualidade em um processo mais confiável e com um volume menor de vulnerabilidades.

“Mas enquanto esse cenário macro não muda, as empresas precisam investir em reciclagem de seus desenvolvedores, com treinamentos voltados à compreensão do papel da segurança em todo o ciclo de desenvolvimento de software, e não somente na fase final de testes. Com um sistema e aplicativos mais robustos, a participação do usuário na aplicação de boas práticas de segurança fica muito facilitada”

Seu navegador deixa rastros mesmo sem os cookies

Estudo confirma suspeita de especialistas:
não importa o que você faça, seus dados estão desprotegidos.

Mesmo sem os cookies, navegadores populares como o Internet Explorer e o Firefox enviam aos sites informações sobre o usuário em 94% do tempo, concluiu uma pesquisa da EFF (Electronic Frontier Foundtion), depois de reunir dados por alguns meses.

"O estudo apenas confirma o que especialistas já vêm afirmando há algum tempo", disse Peter Eckersley, um dos coordenadores. "As próprias configurações do browser, como plugins, sistema operacional em que está instalado ou fontes utilizadas, podem ser compiladas pelos sites a fim de criar um retrato de cada um de seus usuários".

Leia a matéria na integra

Fonte: IDG NOW

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A era do conhecimento


Acesse: Max Gehringer - CBN a rádio que toca notícia.

Segurança nem sempre custa dinheiro !!!

Você sabia que para proteger as informações de seu computador leva menos de 1 minuto?

Ao se ausentar, experimente pressionar:



quarta-feira, 26 de maio de 2010

Movimento Criança mais Segura na Internet !!!


Videos Educadores e muito mais...
Acesse:  Criança Mais Segura na Internet

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Links Interessantes

CAIS - Centro de atendimento a incidentes de Segurança

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) atua na detecção, resolução e prevenção de incidentes de segurança na rede RNP2 através de seu Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança (CAIS). Criado em 1997, o CAIS também divulga informações e alertas de segurança e participa de organismos internacionais na área.

Acesse o CAIS e saiba mais.

Denilson Barbosa ®

sábado, 22 de maio de 2010

Perigos da Internet II

O Predador

sexta-feira, 21 de maio de 2010

RELATÓRIO DE MELHORES PRÁTICAS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA

Corporate Governance - UK Best Practices Reporting . O estudo, publicado em 2010, engloba exemplos práticos de empresas que divulgam boas práticas de governança corporativa nos Relatórios Anuais. O objetivo desta apresentação é também discutir novas tendências no Reino Unido e traçar um comparativo com o mercado brasileiro.

Palestrante
Ivan Clark – PricewaterhouseCoopers

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Série opinião do autor nrº 7

Prezados Leitores,

Hoje vou dar uma atenção especial para um item que muitas vezes fica esquecido ou nem sempre é tratado adequadamente pelas Empresas, quando da implantação de um SGSI.

Conformidade e Aspectos Legais:
Estar em conformidade com as normas e regulamentos referente à Direito digital e Aspectos legais é ter conhecimento das seguintes necessidades:

Ter o acompanhamento Jurídico (preferencialmente de um advogado especialista em Direito Digital);
2º Saber como fica o Direito à privacidade na era digital;
Saber aplicar normas técnicas de segurança como as ISO 27001/2.

Resumidamente estes são os principais tópicos que devem ser levados em consideração.
Quando não temos a consciência destas necessidades, com certeza nos deparamos com achismos do tipo:

"Não vou implantar um sistema de monitoramento dos dados corporativos porque o custo é muito alto e vou invadir a privacidade dos colaboradores"

"Montamos a política de segurança baseada em um modelo da Internet"

"Política de Segurança é simples, vamos proibir tudo e esta resolvido"

Aproveito para indicar à todos (não é propaganda) um audio livro que adquiri recentemente:

"Tudo o que você precisa ouvir sobre Direito digital no dia-a-dia" 
autores: Patricia Peck Pinheiro e Cristina Moraes Sleiman

Obrigado e até a próxima,

Denilson Barbosa ®